Bom dia!
Faz tempo que não escrevo.
Tenho andado ocupada com exames clínicos finais e preparação para um curso que farei no Rio de Janeiro.
Estou retomando a vida no ponto em que parei, para tratar o câncer.
Mas nunca tive a certeza de que retomaria as coisas. Tinha deixado tudo nas mãos de Deus.
E Deus é tão bom que me restituiu tudo, com alguns acréscimos. No meio do sofrimento, encontrei e reencontrei muita gente, incluindo o Hugo.
Agora, não levanto da cama reclamando de alguma coisa ruim que está me acontecendo, mas agradecendo a chance de mais um dia de vida.
Quando penso em tudo que se passou, parece que algumas coisas não aconteceram.Ficaram muito longe.
Numa noite, no primeiro ciclo de quimioterapia, eu estava sozinha no meu quarto, deitada, com vontade de puxar o equipo que comunicava o meu catéter à bomba de infusão, com a medicação. Eu estava me sentindo tão mal, que achei que não aguentaria mais. O problema é que muita coisa me causa náuseas e as medicações para enjôo não funcionam para mim; tive que aguentar no peito, como se diz...
E teve muito mais coisas!Melhor nem lembrar e olhar para a frente!
Mas, o lado bom, se é que pode ter lado bom nisso tudo, é que aprendi que pode existir vida depois do câncer. Esta doença já não assusta tanto...
Desejo muito que em breve sejam descobertos novos tratamentos mais eficazes, menos traumáticos e mutilantes. Também gostaria que a incidência de todos os tipos de câncer diminuísse, mas o que ocorre é o contrário. O que fazer para prevenir?
No meu caso, a alimentação inadequada (junk food) dos tempos de inúmeros plantões, seria determinante?
Em caso positivo, como ter acesso a uma alimentação totalmente saudável, sem agrotóxicos, hormônios,conservantes e outros aditivos?
Se a pessoa tiver que fazer as refeições somente em casa, com alimentos selecionadas,sua vida fica muito limitada.
Bom, eu faço aquilo que me é possível, sem exageros. No entanto, é difícil comer alguma coisa dita "perigosa" e não pensar que pode estar me prejudicando...
Como diz a mini-série da Globo, "Nada será como antes".
Acho que nunca mais vou comer um churrasco, com salsichão, e ficar tranqüila. Logo churrasco, uma iguaria aqui do Rio Grande do sul, e que eu adoro!
Graças a Deus, a vida vai muito além disto! Há muita coisa boa para se viver, como, por exemplo, viajar!
Finalmente, me sinto como o Jó, da Bíblia; perdeu tudo e recebeu tudo de volta, e ainda muito mais!
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domingo, 4 de dezembro de 2016
quarta-feira, 14 de setembro de 2016
Abstinência...
Bom dia!
Quem achou que eu já tinha resolvido todos os problemas de saúde, se enganou!
Agora é a hora de lidar com as seqüelas do tratamento.
A dosagem de Puran T4 foi reduzida; acho que agora está bem.Faço exames em 30 dias para confirmar.
O que mais me incomoda é a retirada do Rivotril.
Na noite em que fui internada, para fazer cirurgia no dia seguinte, pedi ao clínico geral uma medicação para dormir, pois era muita agitação.E começou aí.
Não parei mais, pois teve a quimioterapia,outras cirurgias e procedimentos.
Há um mês, resolvi ir reduzindo a dose, mas quando tirei totalmente, senti os sintomas de abstinência, e resolvi voltar para uma dose anterior, porém menor.
Dor muscular, irritabilidade,insônia,bruxismo,tonturas,cefaléia, e por aí vai...
Aí, fico pensando nos pacientes que desenvolvem dependência de benzodiazepínicos e constato que a pessoa deve ter muita (muita,mesmo) persistência e vontade de largar a medicação.Eu fiquei cerca de dois anos tomando o Rivotril e o que mais me assusta é a possibilidade de demência e alterações de memória.Se não fosse isto, talvez não estivesse sofrendo tanto, me esforçando para largar o benzodiazepínico.
A dificuldade deve ser parecida com parar de fumar.Sempre que alguém me comenta que largou o cigarro, eu o parabenizo.É uma vitória e tanta!
Bom, a vida não é fácil, mas ainda assim, vale a pena!
Problemas sempre existirão.Então peçamos a Deus que nos ajude a resolvê-los, quando possível, ou aceitá-los, se for o caso.
Quem achou que eu já tinha resolvido todos os problemas de saúde, se enganou!
Agora é a hora de lidar com as seqüelas do tratamento.
A dosagem de Puran T4 foi reduzida; acho que agora está bem.Faço exames em 30 dias para confirmar.
O que mais me incomoda é a retirada do Rivotril.
Na noite em que fui internada, para fazer cirurgia no dia seguinte, pedi ao clínico geral uma medicação para dormir, pois era muita agitação.E começou aí.
Não parei mais, pois teve a quimioterapia,outras cirurgias e procedimentos.
Há um mês, resolvi ir reduzindo a dose, mas quando tirei totalmente, senti os sintomas de abstinência, e resolvi voltar para uma dose anterior, porém menor.
Dor muscular, irritabilidade,insônia,bruxismo,tonturas,cefaléia, e por aí vai...
Aí, fico pensando nos pacientes que desenvolvem dependência de benzodiazepínicos e constato que a pessoa deve ter muita (muita,mesmo) persistência e vontade de largar a medicação.Eu fiquei cerca de dois anos tomando o Rivotril e o que mais me assusta é a possibilidade de demência e alterações de memória.Se não fosse isto, talvez não estivesse sofrendo tanto, me esforçando para largar o benzodiazepínico.
A dificuldade deve ser parecida com parar de fumar.Sempre que alguém me comenta que largou o cigarro, eu o parabenizo.É uma vitória e tanta!
Bom, a vida não é fácil, mas ainda assim, vale a pena!
Problemas sempre existirão.Então peçamos a Deus que nos ajude a resolvê-los, quando possível, ou aceitá-los, se for o caso.
segunda-feira, 18 de julho de 2016
Terminando o tratamento
Boa tarde, amigos!
Faz tempo que não escrevo, não é?
Mas não poderia deixar de contar o final da história.
Comprei o cloreto de sódio e fiz a dieta restritiva. Como eu já havia citado, a gente exclui quase tudo a que se está acostumada. E, ainda por cima, tive que cozinha a minha própria refeição. Não é fácil fazer pães e bolos sem ovos e leite! Utilizei receitas veganas e usei leite desnatado em pó, que era permitido.
Hoje em dia, encontra-se muita coisa na internet e as pessoas compartilham as experiências, o que facilita a vida da gente.
Depois da dieta, o iodo radioativo e o isolamento por 3 dias. Após, exames de sangue e imagem. Tudo certinho. Só que a dose de hormônio que me foi receitada era muito alta, e ainda estou em hipertireoidismo medicamentoso, com uma fome gigante! Ainda bem que o meu gatinho, Mimo, é muito solidário e me acompanha nos lanchinhos! Solidário ou esfomeado? Kkkkk!
Há um mês, fiz uma cirurgia para retirar o meu Portocath. Pensando bem, foi uma "mão na roda"! Este cateter livrou as minhas veias de intercorrências, fininhas que são. Funcionou perfeitamente, sem obstruções. Foi um "amigão"!
Duas semanas após, realizei uma cirurgia de reparação da cicatriz abdominal, que havia sofrido uma fibrose, já que a sutura foi feita com todos os planos ao mesmo tempo.
O cirurgião plástico que reparou, refez a incisão e fechou os quatro planos separadamente.
Agora, acho que chega de cirurgia!
Hoje, fui me apresentar na junta de inspeção de saúde. Amanhã, me apresento na Policlínica. Finalmente!
E esta história toda está chegando ao final, que, graças a Deus, está sendo feliz.
Depois de dois anos de sofrimento, espero ser uma pessoa melhor. Porque, a meu ver, a dor deve levar a um aprendizado, ou sofrer será inútil.
Durante todo este tempo eu não sabia se iria viver ou morrer. Me sentia com uma corda no pescoço e achava que não conseguiria conviver com esta sensação.
A gente tem a mania de querer controlar tudo, mas, na verdade, não se pode controlar quase nada.
Quando a gente se dá conta disto e se coloca nas mãos de Deus, a gente se acalma.
Com a certeza de que Ele sempre nos envia o melhor para o nosso crescimento, eu fico em paz.
E, no meio desta quase tragédia, comecei a valorizar o meu maior bem, a saúde.
Pois sem saúde não há vida.
Daqui para frente, nada será tão urgente ou importante que me faça negligenciar a minha saúde.
As coisas mais importantes da vida são "grátis", a gente é que não sabe.
Ás vezes, as pessoas deixam de viver para ganhar dinheiro. No entanto, paz, amor, saúde e amizade são coisas que o dinheiro não compra.
Também não compra a fé. Não sei como eu teria me saído sem fé em Deus!
Saber que Ele estava sempre comigo, me deu esperança. Me deu força para lutar e suportar as provações.
E hoje, eu só quero dizer : Meu Deus, obrigada por tudo!
Faz tempo que não escrevo, não é?
Mas não poderia deixar de contar o final da história.
Comprei o cloreto de sódio e fiz a dieta restritiva. Como eu já havia citado, a gente exclui quase tudo a que se está acostumada. E, ainda por cima, tive que cozinha a minha própria refeição. Não é fácil fazer pães e bolos sem ovos e leite! Utilizei receitas veganas e usei leite desnatado em pó, que era permitido.
Hoje em dia, encontra-se muita coisa na internet e as pessoas compartilham as experiências, o que facilita a vida da gente.
Depois da dieta, o iodo radioativo e o isolamento por 3 dias. Após, exames de sangue e imagem. Tudo certinho. Só que a dose de hormônio que me foi receitada era muito alta, e ainda estou em hipertireoidismo medicamentoso, com uma fome gigante! Ainda bem que o meu gatinho, Mimo, é muito solidário e me acompanha nos lanchinhos! Solidário ou esfomeado? Kkkkk!
Há um mês, fiz uma cirurgia para retirar o meu Portocath. Pensando bem, foi uma "mão na roda"! Este cateter livrou as minhas veias de intercorrências, fininhas que são. Funcionou perfeitamente, sem obstruções. Foi um "amigão"!
Duas semanas após, realizei uma cirurgia de reparação da cicatriz abdominal, que havia sofrido uma fibrose, já que a sutura foi feita com todos os planos ao mesmo tempo.
O cirurgião plástico que reparou, refez a incisão e fechou os quatro planos separadamente.
Agora, acho que chega de cirurgia!
Hoje, fui me apresentar na junta de inspeção de saúde. Amanhã, me apresento na Policlínica. Finalmente!
E esta história toda está chegando ao final, que, graças a Deus, está sendo feliz.
Depois de dois anos de sofrimento, espero ser uma pessoa melhor. Porque, a meu ver, a dor deve levar a um aprendizado, ou sofrer será inútil.
Durante todo este tempo eu não sabia se iria viver ou morrer. Me sentia com uma corda no pescoço e achava que não conseguiria conviver com esta sensação.
A gente tem a mania de querer controlar tudo, mas, na verdade, não se pode controlar quase nada.
Quando a gente se dá conta disto e se coloca nas mãos de Deus, a gente se acalma.
Com a certeza de que Ele sempre nos envia o melhor para o nosso crescimento, eu fico em paz.
E, no meio desta quase tragédia, comecei a valorizar o meu maior bem, a saúde.
Pois sem saúde não há vida.
Daqui para frente, nada será tão urgente ou importante que me faça negligenciar a minha saúde.
As coisas mais importantes da vida são "grátis", a gente é que não sabe.
Ás vezes, as pessoas deixam de viver para ganhar dinheiro. No entanto, paz, amor, saúde e amizade são coisas que o dinheiro não compra.
Também não compra a fé. Não sei como eu teria me saído sem fé em Deus!
Saber que Ele estava sempre comigo, me deu esperança. Me deu força para lutar e suportar as provações.
E hoje, eu só quero dizer : Meu Deus, obrigada por tudo!
quarta-feira, 2 de março de 2016
# partiu iodo radioativo
Bom dia!
Acharam que, após realizar a tireoidectomia, eu estaria livre de tudo?
Eu também achei!
Mas, que nada!
Chorei, mas já assimilei, como sempre.
Até porque não tenho outra alternativa a não ser assimilar...
Bom, vou contar-lhes mais sobre esta minha nova provação.
Assim que meu plano de saúde autorizar a medicação, começo a fazer uma dieta restritiva de iodo. Aliás, uma vida restritiva de iodo. Segundo a endocrinologista, o iodo está presente em cosméticos (batom e esmalte vermelhos, tinta para cabelo,etc.) e muitas outras coisas. Mas, o pior, sem dúvida, é a dieta!
Terei que adquirir cloreto de sódio (sal puro) para cozinhar as refeições e me privar de vários alimentos. Das coisas que costumo comprar no supermercado, eu só posso comer frutas e verduras.
Curiosamente, o café e o vinho estão liberados. Bom, pelo menos, posso tomar o meu expressinho diário!
Depois, farei duas injeções para "zerar" o TSH (hormônio estimulante da tireóide).
Após, receberei o iodo radioativo para destruir qualquer célula captante. O próximo passo é realizar exames de sangue e imagem, para ver se fiquei livre de células da tireóide em todo o corpo.
Estes procedimentos vão atrasar o meu check-up do tumor de cólon e a tão esperada alta do tratamento, mas, paciência.
Estou reclamando, mas tem coisa pior! Tem gente que não tem acesso ao tratamento, que é bem caro.
Fico imaginando os pacientes na fila do nosso SUS (Sistema Único de Saúde), que promete mundos e fundos e não oferece nada, pois o país está quebrado graças à corrupção.
Sem falar na microcefalia devido ao Zica vírus.
Um governo que investe pouco em saneamento básico acaba assim : acuado diante de um mosquito.
E também não privilegia a saúde e a educação.
Num período em que estamos num "bônus demográfico" (onde a população economicamente ativa é a maior parte da pirâmide), todos deveriam ter amplo acesso à educação, para alavancar o desenvolvimento.
Nos resta ter fé; isto o povo brasileiro tem.
Afinal, a nossa padroeira é nada menos que a Mãe de Jesus : Nossa Senhora da Conceição Aparecida!
Ó, Maria, concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós!
Acharam que, após realizar a tireoidectomia, eu estaria livre de tudo?
Eu também achei!
Mas, que nada!
Chorei, mas já assimilei, como sempre.
Até porque não tenho outra alternativa a não ser assimilar...
Bom, vou contar-lhes mais sobre esta minha nova provação.
Assim que meu plano de saúde autorizar a medicação, começo a fazer uma dieta restritiva de iodo. Aliás, uma vida restritiva de iodo. Segundo a endocrinologista, o iodo está presente em cosméticos (batom e esmalte vermelhos, tinta para cabelo,etc.) e muitas outras coisas. Mas, o pior, sem dúvida, é a dieta!
Terei que adquirir cloreto de sódio (sal puro) para cozinhar as refeições e me privar de vários alimentos. Das coisas que costumo comprar no supermercado, eu só posso comer frutas e verduras.
Curiosamente, o café e o vinho estão liberados. Bom, pelo menos, posso tomar o meu expressinho diário!
Depois, farei duas injeções para "zerar" o TSH (hormônio estimulante da tireóide).
Após, receberei o iodo radioativo para destruir qualquer célula captante. O próximo passo é realizar exames de sangue e imagem, para ver se fiquei livre de células da tireóide em todo o corpo.
Estes procedimentos vão atrasar o meu check-up do tumor de cólon e a tão esperada alta do tratamento, mas, paciência.
Estou reclamando, mas tem coisa pior! Tem gente que não tem acesso ao tratamento, que é bem caro.
Fico imaginando os pacientes na fila do nosso SUS (Sistema Único de Saúde), que promete mundos e fundos e não oferece nada, pois o país está quebrado graças à corrupção.
Sem falar na microcefalia devido ao Zica vírus.
Um governo que investe pouco em saneamento básico acaba assim : acuado diante de um mosquito.
E também não privilegia a saúde e a educação.
Num período em que estamos num "bônus demográfico" (onde a população economicamente ativa é a maior parte da pirâmide), todos deveriam ter amplo acesso à educação, para alavancar o desenvolvimento.
Nos resta ter fé; isto o povo brasileiro tem.
Afinal, a nossa padroeira é nada menos que a Mãe de Jesus : Nossa Senhora da Conceição Aparecida!
Ó, Maria, concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós!
sábado, 20 de fevereiro de 2016
Não caem dois raios na mesma árvore! Será?
Bom dia, amigos!Saudades!
Não tenho escrito por andar às voltas com outro problema que vou relatar.
Geralmente, costumo gostar de antigos ditados,embora estes,nem sempre,sejam infalíveis.
No meu caso, por exemplo, caíram dois raios na mesma árvore!
No final de 2015, realizei um Pet-Ct que evidenciou ausência de tumores,tanto no fígado como no intestino.
No entanto,apareceu um nódulo hipercaptante na tireóide.Na verdade, ele já estava lá desde o primeiro Pet-Ct, em 2014,mas achávamos que fosse uma tireoidite.Pois não era. E, neste último Pet-Ct,ele estava maior.
Fui fazer uma ecografia da tireóide, achando que fosse um nódulo benigno. Imaginem o susto que levei quando a médica que realizou o exame me disse que poderia ser um tumor maligno. Além deste nódulo maior, a minha glândula estava cheia de nódulos menores! É claro que eu chorei e fiz um escarcéu! Mais um câncer? E corri para o consultório do meu oncologista, que já estava finalizando o expediente, "pobre criatura". Acabei assimilando o fato e aceitando a possível tireoidectomia, a retirada total da tireoide. A punção foi realizada e o anatomopatológico confirmou o carcinoma papilar. Segundo a médica ecografista, não havia metástases para linfonodos, graças a Deus!
Como vocês sabem, tenho um plano de saúde que cobre todas estas despesas. Entretanto, não foi fácil encontrar um cirurgião de cabeça e pescoço que realizasse a cirurgia sem cobrar um valor adicional (o que é proibido!). Mas Deus é bom e consegui a indicação de um cirurgião excelente. E a cirurgia foi ótima, sem sangramento! A recuperação foi um pouco dolorosa, mas faz parte, né?
Eu nunca pensei que teria um câncer; imaginem dois!
Este último é da tireoide, não tem nada a ver com o do intestino. O laudo anatomopatológico da cirurgia descreveu um tumor de células papilares e foliculares.
E o que eu fiz para ter este tumor, perguntei ao oncologista?
Porque o tumor de intestino tinha sido propiciado por má alimentação,stress,cólon irritável,genética,etc. Ou seja, eu tive uma "participação", pelo que entendi.
Mas este outro não teve a minha colaboração,acho...
Alguns dizem que a tireóide absorve as nossas emoções...
Já tinha conversado com uma senhora de uns setenta anos, no hospital, aguardando para fazer exames, como eu, que tinha tido um tumor de cólon e, anos após, apareceu um tumor de mama.
Naquele dia, me dei conta de que tudo é possível.
Não temos garantia de nada nesta vida.
É como aquele adesivo que ví no vidro posterior de um carro, que dizia: "Garantido mesmo, só Deus".
Pura verdade!
Não tenho escrito por andar às voltas com outro problema que vou relatar.
Geralmente, costumo gostar de antigos ditados,embora estes,nem sempre,sejam infalíveis.
No meu caso, por exemplo, caíram dois raios na mesma árvore!
No final de 2015, realizei um Pet-Ct que evidenciou ausência de tumores,tanto no fígado como no intestino.
No entanto,apareceu um nódulo hipercaptante na tireóide.Na verdade, ele já estava lá desde o primeiro Pet-Ct, em 2014,mas achávamos que fosse uma tireoidite.Pois não era. E, neste último Pet-Ct,ele estava maior.
Fui fazer uma ecografia da tireóide, achando que fosse um nódulo benigno. Imaginem o susto que levei quando a médica que realizou o exame me disse que poderia ser um tumor maligno. Além deste nódulo maior, a minha glândula estava cheia de nódulos menores! É claro que eu chorei e fiz um escarcéu! Mais um câncer? E corri para o consultório do meu oncologista, que já estava finalizando o expediente, "pobre criatura". Acabei assimilando o fato e aceitando a possível tireoidectomia, a retirada total da tireoide. A punção foi realizada e o anatomopatológico confirmou o carcinoma papilar. Segundo a médica ecografista, não havia metástases para linfonodos, graças a Deus!
Como vocês sabem, tenho um plano de saúde que cobre todas estas despesas. Entretanto, não foi fácil encontrar um cirurgião de cabeça e pescoço que realizasse a cirurgia sem cobrar um valor adicional (o que é proibido!). Mas Deus é bom e consegui a indicação de um cirurgião excelente. E a cirurgia foi ótima, sem sangramento! A recuperação foi um pouco dolorosa, mas faz parte, né?
Eu nunca pensei que teria um câncer; imaginem dois!
Este último é da tireoide, não tem nada a ver com o do intestino. O laudo anatomopatológico da cirurgia descreveu um tumor de células papilares e foliculares.
E o que eu fiz para ter este tumor, perguntei ao oncologista?
Porque o tumor de intestino tinha sido propiciado por má alimentação,stress,cólon irritável,genética,etc. Ou seja, eu tive uma "participação", pelo que entendi.
Mas este outro não teve a minha colaboração,acho...
Alguns dizem que a tireóide absorve as nossas emoções...
Já tinha conversado com uma senhora de uns setenta anos, no hospital, aguardando para fazer exames, como eu, que tinha tido um tumor de cólon e, anos após, apareceu um tumor de mama.
Naquele dia, me dei conta de que tudo é possível.
Não temos garantia de nada nesta vida.
É como aquele adesivo que ví no vidro posterior de um carro, que dizia: "Garantido mesmo, só Deus".
Pura verdade!
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