Boa tarde, amigos!
Faz tempo que não escrevo, não é?
Mas não poderia deixar de contar o final da história.
Comprei o cloreto de sódio e fiz a dieta restritiva. Como eu já havia citado, a gente exclui quase tudo a que se está acostumada. E, ainda por cima, tive que cozinha a minha própria refeição. Não é fácil fazer pães e bolos sem ovos e leite! Utilizei receitas veganas e usei leite desnatado em pó, que era permitido.
Hoje em dia, encontra-se muita coisa na internet e as pessoas compartilham as experiências, o que facilita a vida da gente.
Depois da dieta, o iodo radioativo e o isolamento por 3 dias. Após, exames de sangue e imagem. Tudo certinho. Só que a dose de hormônio que me foi receitada era muito alta, e ainda estou em hipertireoidismo medicamentoso, com uma fome gigante! Ainda bem que o meu gatinho, Mimo, é muito solidário e me acompanha nos lanchinhos! Solidário ou esfomeado? Kkkkk!
Há um mês, fiz uma cirurgia para retirar o meu Portocath. Pensando bem, foi uma "mão na roda"! Este cateter livrou as minhas veias de intercorrências, fininhas que são. Funcionou perfeitamente, sem obstruções. Foi um "amigão"!
Duas semanas após, realizei uma cirurgia de reparação da cicatriz abdominal, que havia sofrido uma fibrose, já que a sutura foi feita com todos os planos ao mesmo tempo.
O cirurgião plástico que reparou, refez a incisão e fechou os quatro planos separadamente.
Agora, acho que chega de cirurgia!
Hoje, fui me apresentar na junta de inspeção de saúde. Amanhã, me apresento na Policlínica. Finalmente!
E esta história toda está chegando ao final, que, graças a Deus, está sendo feliz.
Depois de dois anos de sofrimento, espero ser uma pessoa melhor. Porque, a meu ver, a dor deve levar a um aprendizado, ou sofrer será inútil.
Durante todo este tempo eu não sabia se iria viver ou morrer. Me sentia com uma corda no pescoço e achava que não conseguiria conviver com esta sensação.
A gente tem a mania de querer controlar tudo, mas, na verdade, não se pode controlar quase nada.
Quando a gente se dá conta disto e se coloca nas mãos de Deus, a gente se acalma.
Com a certeza de que Ele sempre nos envia o melhor para o nosso crescimento, eu fico em paz.
E, no meio desta quase tragédia, comecei a valorizar o meu maior bem, a saúde.
Pois sem saúde não há vida.
Daqui para frente, nada será tão urgente ou importante que me faça negligenciar a minha saúde.
As coisas mais importantes da vida são "grátis", a gente é que não sabe.
Ás vezes, as pessoas deixam de viver para ganhar dinheiro. No entanto, paz, amor, saúde e amizade são coisas que o dinheiro não compra.
Também não compra a fé. Não sei como eu teria me saído sem fé em Deus!
Saber que Ele estava sempre comigo, me deu esperança. Me deu força para lutar e suportar as provações.
E hoje, eu só quero dizer : Meu Deus, obrigada por tudo!

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