Boa tarde!
O título da postagem de hoje é o nome de um livro que li,há uns três anos atrás,do rabino Harold Kushner.Desde o tempo em que estudava teologia,Harold ficou intrigado com o "Livro de Jó".Já rabino,consolava as pessoas que passavam por dor e sofrimento,com muita compaixão.
Entretanto,foi quando soube que seu filho de três anos sofria de progéria,que se deparou com este questionamento: porque coisas ruins acontecem às pessoas boas,especialmente,se Deus é amor?Seu filho teve uma rara doença genética que provoca o envelhecimento precoce,levando à morte,geralmente,no início da adolescência.E esta doença mudou a pacata existência de Harold.Tanto que escreveu o livro.
Nele,o autor relata vários casos de pessoas que conheceu,que eram boas,e que sofreram infortúnios,algumas conseguindo se recuperar e outras não.
Alguns diriam que as pessoas recebem o que merecem,tentando dar um sentido às provações da vida.Será?
Harold cita o "Salmo92",hino de gratidão à Deus,pelo mundo maravilhoso e justo que Ele criou.Este salmo sugere que a vida pode ser iníqua a seres inocentes que sofrem pesados baques,mas que,decorrido o "Tempo de Deus",veremos a justiça emergir.Mas,às vezes,não é isso que observamos.Vemos pessoas boas atravessando uma vida de sofrimento e,depois,morrendo,sem nenhum consolo.
É fácil questionar a bondade de Deus quando estamos diante de uma tragédia,porque se Deus fosse realmente bom,não teria permitido que tal coisa acontecesse.É o que muita gente pensa.
O livro nos coloca num profundo questionamento,indagando,inclusive,por que muitas de nossas mais sinceras orações não são atendidas.O próprio autor responde que Deus não existe para responder às nossas demandas,mas é Ele que nos dá força,coragem e paciência para enfrentarmos os golpes da vida.
E,porque nossas desgraças não são obra Dele,podemos recorrer a Deus para sermos fortalecidos e confortados.Nossa interpelação será:-"Deus,vê o que acontece comigo.Podes me ajudar?"-e não como Jó:-"Deus,por que fazes isto comigo?".
Finalmente,o autor não esclarece por que nos acontecem coisas ruins.No entanto,declara que,mesmo nem sempre existindo uma razão para nossos infortúnios,se olharmos para a tragédia,fixando nossos olhos não no que perdemos,mas no espírito,sairemos enriquecidos.
Encerra o livro dizendo que saiu fortalecido da experiência com o filho,e que,agora,não tem medo de enfrentar o dia de amanhã.
Talvez,devêssemos dar graças a Deus pelos "invernos" da vida,pelas oportunidades de nos tornarmos melhores...Pois,se formos pensar,sempre temos mais a agradecer do que a pedir.
Bom findi!

Sem comentários:
Enviar um comentário